Como calcular ROI e Payback de uma solução APS?

Estimar o retorno dos investimentos (ROI) é fundamental para manter o fluxo de caixa saudável. Ainda mais nas indústrias, setor que precisa gastar com diversas frentes, como matéria prima, mão de obra, logística e equipamentos. Por isso, é necessário ter visão estratégica e validar quais investimentos feitos pela fábrica estão valendo a pena, e quais não estão trazendo um retorno positivo. Para fazer isso o ideal é calcular ROI e Payback dos investimentos.

Tratando-se de investimentos em tecnologia, calcular os ganhos pode ser desafiante, pois muitos fatores entram em questão, como por exemplo o planejamento de produção, a redução de erros, otimização de tempo, melhor controle de estoque, etc. 

Neste artigo iremos explicar quais as diferenças entre ROI e Payback, mostrar como aplicar os cálculos dessas duas métricas e como aplicá-los em soluções APS. Continue lendo para saber mais!

Quais as diferenças entre ROI e Payback?

ROI e Payback são métricas utilizadas para calcular o retorno que uma empresa está tendo com seus investimentos. Ambas são utilizadas no gerenciamento de várias áreas, pois permitem que o responsável tenha uma visão mais clara do que está sendo bom ou ruim para a empresa e com isso agilize a tomada de decisões.

  • ROI (Return On Investment), diz respeito ao retorno sobre determinado investimento. A função do ROI dentro das empresas é verificar se vale ou não a pena investir em determinado produto ou serviço.
  • Já o Payback calcula o tempo de retorno do investimento. Ou seja, verifica o prazo decorrido entre o respectivo investimento e o momento no qual o capital acumulado se iguala ao valor que foi investido. Pode-se dizer que Payback é a conversão do ROI em tempo.

Como calcular o ROI?

Utilizando o cálculo de ROI é possível entender qual é o retorno que determinado investimento está trazendo para sua empresa. Essa métrica permite que você avalie como certas estratégias estão contribuindo para os resultados da empresa.

Além disso, você pode avaliar o que não está funcionando bem e otimizar os processos de acordo com o resultado, para que performem melhor. De forma simples, o cálculo para ROI é o seguinte:

ROI = Receita – Custo ÷ Custo.

Na prática podemos exemplificar da seguinte forma: imagine que o valor aplicado em determinado investimento tenha sido de 10 mil reais e o ganho em cima dele tenha sido de 100 mil. Utilizando a fórmula de ROI acima, temos:

ROI = (100.000 – 10.000) ÷ 10.000

ROI = 9

Neste caso, o Retorno Sobre o Investimento seria de 9 vezes o investimento inicial. Também pode-se calcular a porcentagem do retorno multiplicando o resultado por 100, ou seja, neste exemplo o retorno seria de 900%.

Se por outro lado o ROI ficar negativo ou baixo, é porque o investimento realizado não está trazendo um bom retorno. Por isso, com a métrica ROI, é sempre importante traçar metas, aprender com os resultados e monitorá-los constantemente.

Como calcular Payback?

Para calcular o Payback, é preciso se basear em determinado período de tempo, geralmente meses ou anos. Em resumo a fórmula aplicada é a seguinte:

Payback = Investimento inicial (custo)  ÷ Ganho no período (receita)

Aplicando esse cálculo num exemplo prático, vamos supor que foram investidos 10 mil reais, e em um mês o saldo do seu fluxo de caixa foi de mil reais. O Payback deve ser calculado da seguinte forma:

Payback = 10.000 ÷ 1.000

Payback = 10

Isso quer dizer que, se continuar entrando o mesmo valor médio no fluxo de caixa da empresa, irá demorar 10 meses para receber retorno do que foi investido. Após esse período, o valor que entrar será lucro. 

Essa métrica é muito vantajosa pois além de ser simples de ser calculada, fornece uma ideia do lucro líquido e do risco do projeto. Entretanto, para projetos de longa duração esse método é menos aconselhável, pois acaba não levando em conta os fluxos de caixa gerados depois do tempo de recuperação. 

No caso de cálculo de um sistema APS, esse cálculo é interessante no momento de implementação da ferramenta, mas para monitoramento a metodologia mais indicada é o ROI.

Porque adotar uma solução APS?

Atualmente, o ambiente de negócios é dinâmico e vive sofrendo mudanças. Por isso, as indústrias precisam ser rápidas e tomar decisões inteligentes para atender aos requisitos dos clientes, que são cada vez mais exigentes, e às demandas do mercado em evolução, que cada vez tem mais concorrência. 

A necessidade de um sistema flexível e ágil, que solucione o planejamento de produção tornou-se mais importante do que nunca para os fabricantes. Indústrias que carecem de uma capacidade de planejamento de cenários, muitas vezes acabam tomando decisões que prejudicam os lucros da empresa. 

Uma empresa pode decidir prosseguir com a fabricação de um novo produto, com base na capacidade da planta e na previsão de vendas favorável. Porém, a empresa não conseguirá prever o impacto negativo que terá na capacidade de transporte, por exemplo. 

Sem a capacidade de realizar uma análise estratégica e global de todo o processo produtivo, a fábrica torna-se incapaz de avaliar o impacto total de uma decisão.

Simular uma situação levando em consideração fatores relevantes antes de tomar uma decisão, fará com que a fábrica obtenha mais eficiência na entrega do produto. Assim, será possível também obter insights sobre a otimização dos processos.

Exemplo de fatores para levar em consideração. Fonte: https://frepple.com/blog/estimating-roi/

Isso porque a visualização de gargalos se torna mais nítida, propiciando fazer mudanças rápidas dentro do planejamento.

Quais os retornos de uma solução APS?

Uma solução de APS (Advanced Planning and Scheduling ou sistema de planejamento avançado em português) visa otimizar o sequenciamento da produção do chão de fábrica. Como uma indústria tem muito volume de demandas, projetar todo o planejamento de produção de forma manual, levando em consideração fatores diversos que podem impactar os prazos, torna-se impossível.

Mas quando o planejamento de produção é feito por uma ferramenta de APS, são coletadas várias informações que podem impactar no controle de prazos, considerando que a produção tem uma capacidade finita. Entre os fatores que podem influenciar podemos citar: manutenção e falha de equipamentos, insumos no estoque, falta de mão de obra e imprevistos da natureza. Tudo isso é levado em conta pela ferramenta, no momento de fazer o planejamento de produção.

Além disso, as soluções de APS permitem que o usuário avalie quais entregas são mais urgentes. Isso porque é possível incluir diversos critérios de identificação, como por exemplo ordens prioritárias, que têm maior multa em casos de atraso, que geram mais lucro ou que estão mais tempo em espera. Isso atua na redução do lead time e do estoque de materiais em em processo (WIP).

Os sistemas APS evitam o desencontro de informações e a falta de organização de tarefas, permitindo que as equipes possam atuar simultaneamente em atividades que não interfiram uma na outra. Reduzindo assim o tempo ocioso na fábrica.

As ferramentas ajudam no tempo ocioso de duas maneiras:

  • Apresentam a visualização organizada a clara do planejamento, facilitando a tomada de decisão e o gerenciamento de equipes.
  • Reduzem o tempo de espera em máquinas que possuem demanda, pois geram um sincronismo que facilita isso. Assim, o tempo de utilização de cada máquina é otimizado e traz bons resultados à empresa.

E ainda auxiliam na economia de energia elétrica em horários de alto consumo, pois podem ajudar a programar a produção de forma que apenas recursos críticos sejam executados nesses horários. 

Em média, o tempo de Payback avaliado em uma solução de APS como o Delmia Ortems é de 6 meses a 12 meses. 

Agora você conhece mais detalhadamente o que é ROI e Payback, e como calcular essas métricas em uma solução de APS. Conte para a gente aqui nos comentários, você já conhecia os benefícios do Delmia Ortems? Ficou interessado em conhecer mais sobre esse sistema? Entre em contato com nossos especialistas para saber mais.

Aloisio_TeclógicaAssinado por: Aloisio Arbegaus, diretor da Teclógica

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