Guia de boas práticas do marketing jurídico

O marketing jurídico é uma das formas mais novas e eficazes de conquistar clientes na área do Direito. Afinal, em um mundo conectado, utilizar os recursos digitais um excelente meio para divulgar os serviços advocatícios e mostrar seus diferenciais competitivos.

Contudo, ainda há vários mitos em torno da ideia de que o advogado ou escritório não pode fazer marketing. De fato, existem algumas práticas que os profissionais devem evitar ou não podem praticar. Mas outras são permitidas, ajudando – e muito – a impulsionar os negócios jurídicos.

Sumário:

1. O que é marketing jurídico?
2. O que é permitido?
3. O que não é permitido?
4. Benefícios do marketing jurídico

Quer entender mais sobre o assunto e conhecer as melhores práticas do marketing jurídico? Então, continue a leitura deste apanhado do que é permitido ou não!

O que é marketing jurídico?

Nos tempos atuais, o marketing jurídico se tornou um importante recurso para o sucesso de advogados e escritórios de advocacia. A técnica contém estratégias interessantes para a captação e fidelização de clientes, sendo capaz de impactar positivamente os resultados de um negócio.

Para implementar uma das principais tendências do setor jurídico, é fundamental seguir boas práticas que não infrinjam o Código de Ética e Disciplina (CED) da OAB. Contudo, é preciso romper com a ideia equivocada de que não se pode fazer marketing nessa área. A OAB permite, sim, a publicidade jurídica, sendo considerada uma prática ética e legal.

O CED dispõe no artigo 28 do capítulo IV, “Da Publicidade”, a determinação de que “o advogado pode anunciar os seus serviços profissionais, individual ou coletivamente, com discrição e moderação, para finalidade exclusivamente informativa, vedada a divulgação em conjunto com outra atividade”.

No ano 2000, a OAB trouxe mais um regulamento por meio do Provimento 94/2000. O documento dispõe sobre a publicidade, a propaganda e a informação da advocacia.

O seu artigo 1º estabelece que “é permitida a publicidade informativa do advogado e da sociedade de advogados, contanto que se limite a levar ao conhecimento do público em geral, ou da clientela, em particular, dados objetivos e verdadeiros a respeito dos serviços de advocacia que se propõe a prestar, observadas as normas do Código de Ética e Disciplina e as deste Provimento”.

Com isso em mente, o importante é conhecer os princípios estabelecidos pela OAB para que se aplique o marketing jurídico. A fim de esclarecer como isso funciona, veja exemplos do que o advogado pode e não fazer:

O que é permitido?

Tomando como base as orientações dos documentos acima citados, bem como as interpretações e decisões do Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OAB, podemos listar algumas ações permitidas no campo do marketing jurídico. São elas:

  • Anunciar a sociedade de advogados, com informações como nome dos profissionais e registro na OAB, número de registro da sociedade de advogados, endereço eletrônico e horário de atendimento;
  • Ter website e divulgar anúncios na Internet, respeitando o princípio da moderação; 
  • Divulgar na Internet a página do advogado ou escritório de advocacia;
  • Publicar anúncios do site do advogado ou escritório;
  • Usar logotipos compatíveis com a sobriedade da advocacia;
  • Veicular publicidade de advogados ou escritórios de advocacia em revistas jurídicas;
  • Participar de revistas jurídicas e páginas de cadastro de profissionais da área na Internet. 

O que não é permitido?

Por outro lado, algumas práticas devem ser evitadas no marketing jurídico. O artigo 39 do CED determina que “a publicidade profissional do advogado tem caráter meramente informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão”. Nesse sentido, veja algumas ações não permitidas:

  • Utilizar ferramentas invasivas de captação de clientes;
  • Criar publicidade excessiva em redes sociais;
  • Especificar as causas em que o advogado teve êxito e o nome das partes envolvidas;
  • Anunciar serviços em catálogos empresariais ou profissionais, como o Catálogo Empresarial de Engenharia, Arquitetura e Agronomia; 
  • Fazer publicidade por meio de rádio ou televisão; 
  • Usar cores extravagantes na placa de identificação do escritório, o que desrespeita o princípio de discrição e moderação;
  • Oferecer serviços advocatícios via fax ou e-mail; 
  • Direcionar a oferta de serviços a causas específicas;
  • Fixar honorários e formas de pagamento mediante depósito bancário; 
  • Impedir a identificação de um profissional responsável por mau serviço através da impessoalidade dos contatos; 
  • Gerar anúncios em locais públicos;
  • Estampar uniformes esportivos ou paredes de edifícios;
  • Mencionar o resultado de uma possível contratação;
  • Divulgar publicidade juntamente com ofertas de serviços e produtos de consumo; 
  • Vender por meio de BIP ou mensagens de celular.

Benefícios do marketing jurídico

Seguindo práticas lícitas e éticas, é possível fazer o marketing jurídico. Com ele, você ganha benefícios como:

  • Ampla visibilidade no mercado;
  • Melhor relacionamento com clientes;
  • Geração de diferenciais competitivos;
  • Crescente nos resultados dos serviços advocatícios.

Agora que você sabe o que é marketing jurídico e quais são as melhores práticas para implementá-lo, confira as características da Advocacia 4.0 e inove sua prática profissional!

 

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