Como ser um profissional disruptivo no meio jurídico?

O conceito de inovação disruptiva está muito em voga atualmente. Todos os segmentos empresariais – inclusive, o meio jurídico – estão abrindo os olhos para a importância da tecnologia. Afinal, todos já sabem que é preciso inovar para não ficar atrás no mercado.

Mas o que é inovação disruptiva? O termo está intimamente relacionado aos avanços tecnológicos. Tem a ver com produtos, serviços e ferramentas aliados a inovações que provocam uma ruptura nos padrões pré-estabelecidos pela concorrência. É um dos termos cruciais hoje em dia: a Quarta Revolução Industrial.

Contudo, como ser disruptivo numa área tradicionalmente conhecida por suas práticas convencionais e burocráticas, como o Jurídico?

É disso que vamos falar, neste artigo. Conheça as características de um profissional disruptivo e veja como o meio jurídico vem se adaptando à grandes transformações!

Quais as características de um profissional disruptivo?

Para que um profissional seja disruptivo, em primeiro lugar, ele deve atingir um certo nível de maturidade profissional e superar os níveis mais básicos para romper com os padrões de forma estratégica e assertiva.

Confira as principais características desse tipo de colaborador:

Vai além das hard skills

As hard skills – habilidades técnicas – são importantes para que a pessoa se profissionalize e adquira as competências necessárias ao executar determinada função. Chamamos de hard skill, por exemplo, as habilidades aprendidas em cursos, graduações, salas de aula ou livros.

Mas o profissional disruptivo vai além delas. As chamadas soft skills – habilidades comportamentais – são mais subjetivas e menos quantificáveis. Trata-se das habilidades interpessoais, que estão relacionadas com características como:

  • Empatia;
  • Ética;
  • Criatividade;
  • Flexibilidade e resiliência;
  • Liderança;
  • Capacidade de resolução de conflitos;
  • Pensamento crítico;
  • Motivação e persuasão;
  • Boa comunicação;
  • Boa gestão de tempo;
  • Facilidade para trabalhar em equipe;
  • Capacidade de tomada de decisões.

Trabalha bem em equipe 

No nível sênior, o senso de liderança, motivação e trabalho em equipe é maior. Ele sabe que o importante não é competir ou jogar sozinho, mas atuar de modo colaborativo. Criando, assim, um time unido e alinhado seguindo os mesmos objetivos.

Assim, o profissional disruptivo estimula, motiva e engaja outros profissionais, sobretudo os que têm menos experiência. Também são bons em fazer networking, o que facilita a atualização em relação às tendências do setor jurídico e ao aprendizado de coisas novas com a velocidade que o mercado precisa.

Torna o “juridiquês” compreensível

Outra característica essencial do profissional disruptivo é a capacidade de simplificar assuntos complexos. Tornando questões técnicas de fácil entendimento para leigos ou pessoas de outras áreas.

No meio jurídico, isso é fundamental. Hoje, o “juridiquês” precisa dar lugar a uma argumentação jurídica clara, transparente e de fácil compreensão.

Sabe negociar com maestria

Atuar no meio jurídico significa saber negociar com clientes, fornecedores e parceiros. Para isso, o profissional disruptivo:

  • Releva pequenos conflitos;
  • Sabe solucionar problemas rapidamente;
  • Escolhe as melhores ferramentas e soluções;
  • É eficiente em automatizar e agilizar processos;
  • Canaliza seus esforços para que os resultados sejam atingidos.

Tem senso de autorresponsabilidade

O profissional disruptivo também tem maturidade o suficiente para se responsabilizar por erros, perdas ou outros problemas.

Essa consciência de autorresponsabilidade é essencial para aprender com as falhas, encontrar saídas e criar estratégias tanto para reverter os danos quanto para evitá-los futuramente.

Como o meio jurídico tem se inserido na inovação disruptiva?

Além das características que citamos, o profissional disruptivo precisa ter em mente que é crucial acompanhar as mudanças e se adaptar à novas realidades.

Lembre-se: a tecnologia não vem para substituir advogados ou outros profissionais do meio jurídico, mas para simplificar e ajudar na rotina do setor. Por isso, é preciso vê-la com outros olhos, adaptando-a para a sua usabilidade vinculada ao Direito.

E é isso o que tem feito as chamadas lawtechs, startups focadas em oferecer soluções para o setor jurídico. Elas têm conquistado um espaço importante no mercado. Segundo a AB2L, desde 2017, o segmento teve um crescimento de 300% no Brasil.

Isso mostra como o mercado já vem percebendo as mudanças no meio jurídico e a importância da tecnologia para o setor. O acúmulo de litígios em tramitação, os altos gastos com documentos físicos e os processos lentos e burocráticos são exemplos que já não cabem na era atual.

Está mais do que na hora de pensar na segurança cibernética do escritório de advocacia ou do departamento jurídico da sua empresa! E, além disso, de utilizar softwares jurídicos para automatizar processos, melhorar a gestão de contratos e aplicar processos eletrônicos, entre outras soluções.

Com o auxílio da tecnologia, é possível tornar a rotina de trabalho no meio jurídico mais eficiente, produtiva e estratégica. Ao acompanhar o ritmo das transformações, o profissional disruptivo rompe com as práticas obsoletas e oferece excelência na prestação de serviço.

Para saber mais sobre a área, acompanhe nosso blog e se mantenha informado!

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