Governança de dados na manufatura digital: como se preparar?

A governança de dados na manufatura digital tem sido um desafio para as organizações que estão se preparando para a Indústria 4.0. Ela se torna urgente e complexa nos negócios que transitam de um modelo industrial tradicional para uma abordagem mais inteligente.

Ao adotar tecnologias disruptivas como Big Data, Machine-to-Machine e Internet das Coisas, as indústrias passam a lidar com um imenso volume de dados. E esse contingente informacional precisa resultar em tomadas de decisões relevantes.

A movimentação para o que se convencionou chamar de Quarta Revolução Industrial, quando conduzida de maneira correta, auxilia na redução de custos, no aumento da produtividade, além de uma série de outros benefícios. Por isso, a governança de dados passa a ser muito importante na manufatura.

Então, como se preparar para essa nova realidade? É o que você vai ler a seguir!

O que significa governança de dados na manufatura digital?

Em linhas gerais, o que chamamos de governança de dados é o gerenciamento de disponibilidade, usabilidade, integridade e segurança dos dados usados ​​em uma empresa. Iniciativas sólidas incluem um corpo diretivo ou conselho, um conjunto definido de procedimentos e um plano para executá-los. Portanto, trata-se de uma estratégia.

Logo, a governança de dados na manufatura digital nada mais é do que o total domínio do volume de dados gerados, processados, armazenados e controlados nas indústrias que já entenderam o valor da digitalização de seus processos.

Como fazer isso?

As indústrias que querem se preparar para mapear o fluxo de informações e as técnicas de análise de dados já contam com uma série de métodos. São diretrizes que facilitam a governança e abrem caminho para resultados melhores.

Confira, a seguir, o que sugerem grandes instituições de pesquisas em TI, tais como a Gartner e a Capgemini!

1. Reconheça que dados não são de responsabilidade só do time de TI

É fundamental repensar a liderança dentro do negócio em função da governança adequada de dados. Essa não deve ser uma preocupação apenas da equipe de TI, uma vez que a manufatura digital vai além de detalhes técnicos.

Toda a estrutura organizacional deve ser configurada para o gerenciamento estratégico de dados, inclusive determinando papéis para todos os envolvidos no dia a dia operacional, assim como na utilização dos fluxos informacionais para desenvolvimento do negócio.

2. Estabeleça como os dados devem ser gerenciados

Outro passo importante é a formulação de uma visão clara de como a estratégia de dados deve ser gerenciada. Isso passa pela contratação de um time de especialistas para desenhar e executar a estratégia.

Muitas vezes, essa condução não pode ser realizada pelo time interno, cabendo então a contratação de fornecedores (consultorias, por exemplo) experientes no assunto.

3. Apoie-se no COBIT 5 para alinhar a TI aos objetivos de negócio

Estabelecer um bom controle da tecnologia da informação para garantir que ela contribua constantemente para os objetivos operacionais e de negócio também é muito importante.

Uma boa maneira de fazer isso é apoiar a estratégia de governança de dados no COBIT 5, a estrutura desenvolvida pela ISACA para auxiliar as empresas a administrar e gerenciar a TI de forma eficiente.

Afinal, o COBIT 5 ajuda a enfrentar os grandes desafios das áreas de conformidade regulatória, gerenciamento de riscos e alinhamento da estratégia de TI aos objetivos organizacionais.

4. Identifique táticas de impulsionamento da gestão de dados

Outro passo fundamental para que a governança de dados na manufatura digital seja realizada da maneira ideal é a identificação de formas de impulsionar a estratégia. Em outras palavras, para que a iniciativa seja confiável e dê retornos palpáveis, é preciso pensar nos processos, nos procedimentos e nas diretrizes necessárias.

Protocolos de segurança, por exemplo, precisarão ser adotados para garantir que nenhuma informação industrial seja vazada ou danificada por pessoas mal-intencionadas.

Segundo a Gartner, a segurança é o desafio de governança de dados mais significativo para as organizações que planejam adotar ou que estão implementando soluções de IoT.

“A natureza direcionada para o evento de dados em muitas implementações de IoT — fluxos constantes das mesmas leituras de sensores, por exemplo — significa que políticas típicas para retenção de dados — geralmente mantendo tudo armazenado — são menos eficazes. Por isso, uma filosofia diferente é necessária sobre quais dados manter e quais devem ser descartados.”

5. Estimule a proatividade das lideranças para identificar gargalos

Os líderes também precisam ter uma atuação proativa na identificação de lacunas e fraquezas na estratégia de governança de dados. Latências, períodos de inatividade de serviços, falta de aplicações ou equipamentos. Tudo isso deve estar sob controle para alavancar a estratégia.

6. Modernize as diversas áreas-chave

Por fim, os especialistas apontam a necessidade de modernizar áreas que são fundamentais para a governança de dados. Esse movimento passa, por exemplo, pela aceleração da adoção de habilidades e funções relacionadas à tecnologia.

Os papéis do Chief Data Officer (CDO) e do Chief Analytics Officer (CAO) são exemplos de como a tecnologia digital assume um patamar mais sofisticado nas organizações que elevam sua governança de dados na gestão de manufatura, pois trazem novas formas de trabalhar e novos conceitos que tornam a estratégia mais eficaz.

Levando em conta as dicas aqui reunidas, você considera que a sua indústria está no caminho certo para a governança de dados na manufatura digital? Para não perder as próximas publicações e acompanhar outras informações sobre o assunto, assine nossa newsletter!

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