Gestão de riscos em TI: 3 passos para manter a governança corporativa

Sabemos que, nos últimos anos, a parte das rotinas de governança digital corporativa que vem ganhando um maior papel de destaque é a gestão de riscos em TI.

Afinal, possuir uma política de gestão proativa, que elimina problemas com rapidez, auxilia o negócio a diminuir o impacto que falhas causam nos processos da corporação — e, consequentemente, melhora o desempenho de sistemas e equipamentos computacionais.

Mas, para que essa estratégia seja eficaz, a empresa precisa adotar um planejamento eficiente, baseado em três grandes passos. Quer saber quais são? Então continue lendo este post e saiba o que é preciso fazer para ter uma gestão de riscos em TI eficaz!

1. Mapeamento e identificação de riscos

O primeiro passo para otimizar a infraestrutura de TI é identificar quais são as vulnerabilidades da empresa. Assim, o gestor de TI deve mapear falhas de segurança, avaliar o estado de equipamentos e definir quais são os maiores problemas dos sistemas e equipamentos utilizados nas principais rotinas do negócio.

Essa rotina pode ser feita por meio de várias atividades, que vão além do monitoramento de recursos. Uma delas é a realização de entrevistas com gestores e profissionais de vários setores.

Basicamente, essa estratégia auxilia o gestor de TI a identificar quais são as necessidades e principais problemas enfrentados diariamente pelas equipes internas. Além disso, avaliar como é executado o trabalho em cada setor torna a busca por problemas mais precisa.

E os dados operacionais e os indicadores já existentes também podem ser avaliados. Eles darão uma visão técnica de como cada sistema funciona — quais são os softwares sobrecarregados e quais os momentos em que a infraestrutura interna é mais requisitada.

Assim, durante o tratamento de riscos, o gestor de TI poderá tomar medidas com maior impacto no desempenho dos sistemas. E, para que o mapeamento seja eficaz, é fundamental que o gestor de TI consiga rastrear problemas de acordo com o perfil do negócio e as suas atividades tradicionais.

Nesse sentido, uma empresa que trabalha com transações bancárias, por exemplo, enfrenta um conjunto de ameaças diferentes das que empresas de desenvolvimento de software lidam.

Além disso, o tamanho do empreendimento e a sua infraestrutura interna também são fatores que influenciam os principais problemas que uma empresa pode enfrentar.

Logo, definindo processos críticos, avaliando o perfil do negócio e os seus principais processos, o mapeamento de riscos será consistente com a realidade do empreendimento.

Riscos em potencial — como perda de dados e quedas repentinas no desempenho da infraestrutura de rede, por exemplo — serão identificados com mais agilidade. Além disso, os impactos causados por esse problema serão potencialmente menores.

2. Avaliação e tratamento de riscos

Sabemos que apenas identificar riscos não é o bastante para garantir que a empresa consiga mitigar problemas com agilidade a médio e longo prazo.

De fato, diante de um cenário em que a companhia lida com várias ameaças, os gestores devem atuar em conjunto para priorizar os riscos que causam maior impacto nas receitas do negócio.

Dessa forma, as medidas tomadas serão baseadas em um direcionamento de recursos mais eficaz e econômico. E um dos fatores a ser considerado é a probabilidade de um problema ocorrer.

Nesse sentido, cada risco identificado deve ser avaliado conforme o tipo de atividade que está ligada a ele, assim como as chances de a vulnerabilidade ser explorada ou desencadeada em função de erros operacionais ou políticas de gestão ineficazes.

Então, tenha em mente que qualquer evento que cause um impacto negativo nos processos internos é um risco que se torna realidade. Junto com a análise da probabilidade de um risco tornar-se um evento, o gestor de TI deve ter em mente o impacto que cada problema causa na cadeia operacional do negócio.

E essa análise deve levar em conta quais setores serão impactados pela exploração de uma vulnerabilidade, e como esse fator irá influenciar nas receitas do negócio.

Dessa forma, a análise do impacto poderá identificar todos os fatores que são influenciados por problemas externos, tais como prejuízos financeiros, perda de liderança de mercado e diminuição do market share.

Assim, a avaliação da probabilidade de um problema ocorrer e o impacto que ele pode causar no dia a dia do negócio (e as suas receitas) tornam a gestão de riscos em TI mais eficaz.

E as medidas tomadas para melhoria da infraestrutura interna terão uma distribuição de prioridade mais precisa, tornando processos continuamente mais confiáveis e seguros.

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3. Monitoramento e implantação de melhorias para prevenção de problemas futuros

Uma vez que riscos tenham sido identificados e classificados de acordo com o impacto que podem causar na cadeia operacional do negócio, o setor de TI deve definir e implementar um conjunto de medidas que reduzam os riscos de a empresa enfrentar problemas a médio e longo prazo.

Em outras palavras, o gestor de TI deve planejar processos que reduzam a exposição da infraestrutura de TI e criem um ambiente de trabalho com alta performance e segurança.

E todas as medidas adotadas devem levar em consideração os dados levantados nas etapas anteriores. Assim, o planejamento irá levar em conta a rotina de cada setor, e como a empresa lida com as solicitações dos seus clientes.

Além disso, os processos internos também precisam ser considerados, uma vez que as medidas adotadas devem melhorar a sua execução sem que isso diminua consideravelmente os níveis de produtividade internos.

Nesse cenário, as medidas adotadas podem incluir reestruturação de processos, implementação de sistemas de segurança, novos indicadores e políticas de controle. Ainda, novas rotinas podem ser planejadas, incluindo a criação de relatórios operacionais regulares e o planejamento de políticas de gestão mais robustas.

A política de gestão de riscos em TI deve considerar, também, a necessidade de monitorar a infraestrutura de TI continuamente. Afinal, avaliar o estado de softwares e dispositivos de rede é crucial para que indicadores e outras métricas sejam capazes de representar a situação real do negócio.

Além disso, tais soluções dão ao gestor de TI a capacidade de identificar novos problemas mais rapidamente, reduzindo os custos operacionais das políticas do setor.

A longo prazo, a política de gestão de riscos será responsável pela criação de um fluxo de melhorias nas rotinas de gestão de TI. Então, os profissionais da área serão capazes de identificar, diagnosticar e priorizar todas as falhas de segurança do negócio.

Enfim, as chances de uma vulnerabilidade causar um grande impacto nos processos internos serão reduzidas — e com facilidade.

E aí, gostou do post? O que você faz para definir estratégias que eliminam o impacto causado por problemas na infraestrutura de TI da sua empresa? Deixe o seu comentário e conte para gente!

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