Retomada da indústria: eficiência industrial no cenário pós crise

Hoje dia 25 de maio, é uma data extremamente importante pois as homenagens são destinadas a um dos espaços de produção de maior representação para a economia nacional: as indústrias. 

Este setor pode abranger os mais variados tipos de mercado, que vão desde os produtos alimentícios, até os de vestuário. E o conceito de indústria 4.0, ganha cada vez mais espaço buscando a eficiência industrial. Na entrevista do dia da indústria para a CBN, vamos falar das soluções tecnológicas para a indústria, pós crise, com o Aloisio Arbegaus, que é Diretor Comercial e de Marketing da Teclógica.

Você pode acompanhar a entrevista onde falamos sobre a eficiência industrial na retomada da indústria através do áudio ou pelo texto a seguir.

Listen to “[Teclogica] Radio CBN – Industria 4.0” on Spreaker.

Qual é a diferença entre a indústria tradicional e a chamada indústria 4.0?

Podemos elencar dois pontos de vista. O primeiro ponto de vista, de fábrica física, é sem dúvida a tecnologia utilizada na indústria 4.0. O nível de automação, os sistemas de manufatura que coletam o processo, informações para entregas,  cada vez mais precisas e assertivas para que os decisores possam ter o nível de assertividade da decisão de que tomar. 

No segundo, o ponto de vista da estratégia, a diferença está no conhecimento. 

Muitos decisores em empresas, precisam de um investimento muito alto para ser mais eficientes e por isso não iniciam um projeto de digitalização. Mas é possível fazer o mapeamento em um projeto que vai ser implementado em partes, para que as fábricas se tornem cada vez mais eficientes e consequentemente cada vez mais competitivas.

Numa crise, empresas que se encaixam na indústria 4.0, se adequam e reduzem perdas mais rápido

Hoje, dentro da crise que estamos vivendo no coronavírus e na realidade mundial, quem está dentro do conceito de indústria 4.0, vem conseguindo com mais rapidez se adequar e reduzir custos e perdas?

Sim, podemos dizer que essas empresas estão mais preparadas para a adversidades do mercado, como é o caso agora. Elas possuem informações mais precisas de suas fábricas, o que permite tomar decisões e fazer ajustes mais rapidamente. 

A gente acompanhou aqui na região duas indústrias, uma química e outra de equipamentos, que rapidamente se adaptaram. A indústria química descobriu que poderia produzir álcool em gel e a indústria de equipamentos descobriu que poderia produzir respiradores. Essas indústrias obviamente tomaram algumas decisões, olharam suas fábricas e perceberam que era possível fazer essas adaptações. 

Estas indústrias estão em um nível de automação um pouco mais avançado, mas com a tecnologia, esse tipo de decisão é possível ser tomado por outras indústrias. Reduzir custos e perdas, presentes ou futuras, e ainda mais quando o retorno de um investimento (ROI) é melhor, o que é o objetivo de todo empresário. É isso que buscam e se adaptam em parte ou em sua totalidade a indústria para aderir ao conceito 4.0.

O que as indústrias devem levar em consideração na hora de investir em tecnologia para eficiência industrial?

Na hora de investir em tecnologia, você precisa entender inicialmente, quais são as fraquezas, ou quais são as principais dores que cada indústria ou cada chão de fábrica possui. Temos algumas indústrias que tem várias plantas, várias fábricas, algumas mais automatizadas, outras ainda antigas. Então é necessário entender quais são as principais dores do ponto de vista de eficiência que essas indústrias possuem. Isso se faz com um mapeamento. A partir disso, se monta um projeto para aos poucos ir chegando aos conceitos de indústria de 4.0, sendo mais eficiente.

Como avalia essa realidade de buscar a inovação e o conceito de indústria do parque fabril aqui na região do vale do Itajaí?

É um desafio para toda indústria brasileira ainda e também na nossa região. Nós temos indústrias centenárias e nesse sentido a gente precisa fazer adaptações, buscar conhecimento. Os conceitos da indústria 4.0 causam apreensão, porque são siglas em inglês, são desafios que precisam ser superados mas aos poucos podem serem feitos. 

A gente fala muitas vezes de internet das coisas (IoT), computação em nuvem, aprendizado de máquinas, inteligência artificial, são temas que para quem não é da área de tecnologia – que é o caso de muitas indústrias – soa como algo assustador. Mas aos poucos, – como comentei, algumas indústrias da região que já visitei e outras tantas pelo Brasil – podem mapear e olhar pontos onde elas podem ser mais eficientes e gerar um valor agregado para ir reduzir perdas, buscando uma série de melhorias.

Como que o coronavírus pode acelerar a transformação tecnológica nas empresas, nas indústrias?

Esse é mais um desafio. A indústria brasileira já tem tantos desafios ao longo da sua história. Aqui no Brasil agora é um desafio maior ainda, porque a queda de receita das indústrias foi drástica e em alguns segmentos mais de 90%, como é o caso do segmento automobilístico. Agora a solução é entender como o mercado vai se comportar, como o consumidor volta após o isolamento social. 

As indústrias já estão se preparando, olhando para fora, como o movimento dos países que estão voltando do lockdown, dos isolamentos, como que se comporta o consumidor, e a partir daí fazer projeções e buscar de fato adaptações em suas fábricas para suprir essa perda. Porque a perda por si só, já aconteceu. Agora é isso, buscar o auxílio de tecnologia, o auxílio de consultorias, para que possam realizar projetos e a partir daí tentar buscar então, reduções e ganhos para minimizar as perdas que já ocorreram.

As tecnologias podem oportunizar as indústrias voltarem ao ritmo competitivo de antes?

Claro que não será como antes, mas tentar realmente lembrar ou pensar um pouquinho nesse cenário antes coronavírus e depois retomar parte desse crescimento, conforme tudo o que gente vem acompanhando. Com novas regras, com novos conceitos e com uma nova forma de lidar inclusive com o próximo?

Justamente, a tecnologia se bem empregada – e isso é parte de processos de consultoria -, proporciona uma maior eficiência, essa é a palavra alvo. No cenário de coronavírus, buscar em cada indústria, no segmento de negócio fazer a sua avaliação: até que ponto ela teve perdas e que perdas poderiam ser minimizadas se o uso de tecnologias que já tivessem sido empregadas, ou que poderiam ter ocorrido pontos de decisão mais rapidamente. Então sempre dizemos: que a tecnologia ao coletar informações, compila as informações e entrega dados mais assertivos para os tomadores de decisão. 

Com isso, as decisões se tornam mais rápidas e os cenários de crise, ou cenários que podem dar errado, já são mapeados e você chega num ponto onde você perde menos dinheiro.

Obviamente, o coronavírus é algo sem precedentes, em especial, a última grande pandemia, a da gripe espanhola foi em 1914, então claro que muitas indústrias que estão na região ou no Brasil nasceram após isso. Mas com o uso da tecnologia, se bem empregada, podem se precaver de futuras adversidades.

Como a Teclógica traz soluções em um momento pós crise, para a indústria?

A Teclógica é uma empresa que completa 26 anos no próximo mês. Uma empresa de serviços e produtos, na indústria nós somos parceiros da empresa francesa chamada Dassault Systèmes, que tem softwares para chão de fábrica, como o famoso MES (Manufacturing Execution System), mas que o objetivo é coletar e auxiliar na questão operacional, e também um software de planejamento de produção (APS) cuja a simulação permite buscar a melhor eficiência de cada linha.

Então no aspecto da indústria, a Teclógica está posicionada desta maneira. Fazemos as consultorias para entender quais são os pontos que podem ser melhorados nas indústrias e a partir dali que tecnologias estão mais adequadas para cada realidade, e nenhum caso é igual ao outro, podem surgir casos similares. Mas é necessário um processo de consultoria e aí sim monta-se uma matriz SWOT (ou FOFA, Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças), especialmente no ponto de vista de fraquezas, e se posiciona e busca tecnologia e também mão de obra especializada para suprir essas necessidades, que tornam as indústrias mais competitivas.

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