Como a economia de custos de transação impacta o setor jurídico da empresa

Nas empresas, geralmente é grande a preocupação com os custos de produção, mas você já parou para pensar na importância da economia de custos de transação?

É importante lembrar que, para calcular o lucro líquido do negócio, não basta considerar apenas os custos de produção. Os custos de transação também devem entrar nos cálculos dos gastos de uma empresa.

A seguir, entenda melhor o que é a economia de custos de transação e como afeta a lucratividade da empresa. Boa leitura!

O que é economia de custos de transação?

A Teoria dos Custos de Transação, criada por Ronald Coase, faz parte da Nova Economia Institucional, que entende que as transações acarretam custos para serem realizadas. Ela difere, portanto, da Economia Neoclássica, que considera apenas os custos de produção.

Nesse sentido, a ideia principal da economia de custos de transação é alertar para o fato de que as empresas não possuem apenas custos de produção.

Os custos de transação são aqueles gerados sempre que a empresa precisa recorrer ao mercado para aquisição de recursos, insumos e serviços ou para a manutenção de suas operações. Ou seja, seriam os custos relacionados a negociar, redigir e garantir o cumprimento de um contrato.

Na contabilidade, os custos de transação são regulamentados pelo Pronunciamento Técnico CPC 08.Segundo o documento, alguns exemplos de custos de transação são:

  • Gastos com elaboração de prospectos e relatórios;
  • Remuneração de serviços profissionais de terceiros;
  • Taxas e comissões;
  • Custos de registro.

No âmbito da gestão de contratos, os custos de transação podem estar relacionados a negociação para estabelecer os termos do contrato e aos custos de monitoramento e renegociação dos termos contratuais para adaptação a novas circunstâncias.

Quais são os fatores que geram custos de transação?

Para compreender melhor a economia de custos de transação, é preciso entender os conceitos que a fundamentam. Para isso, listamos abaixo os principais fatores que geram esse tipo de custo.

Racionalidade limitada

A Economia Neoclássica entende que não existem custos de transação porque há o pressuposto da racionalidade plena, de modo que não haveria gastos para negociar.

Contudo, para a economia de custos de transação, há a racionalidade limitada, que consiste na dificuldade de processar dados nas transações e de estabelecer as condições para que ocorram conforme o planejado.

Devido a esse fator, as tomadas de decisão envolvem mais incertezas e inseguranças. No setor jurídico, isso pode tornar o processo contratual mais oneroso.

Especificidade de ativos

Já o pressuposto da especificidade de ativos está relacionado à exclusividade do fornecedor de produtos ou serviços.

Isso é um fator gerador de custos, pois, quanto mais específico for esse processo, mais caros serão os custos de transação. Afinal, quando um ativo é muito específico, ele tende a ser utilizado para um único fim, não podendo ter outras utilidades.

Oportunismo

Outro pressuposto da economia de custos de transação é o oportunismo, um atributo comportamental desempenhado pelos indivíduos. O que se entende aqui é que os agentes podem agir por interesses próprios. Assim, maiores são o risco e a incerteza nas transações.

Aqui, podem ocorrer, por exemplo, custos:

  • De renegociação;
  • De gestão para a solução de conflitos que podem ocorrer durante as transações;
  • Para criação de garantias de que o acordo será cumprido.

De acordo com o comportamento oportunista, se houver, por exemplo, oportunidades ou condições mais favoráveis para uma das partes, isso pode impactar a gestão de contratos, acarretando a quebra contratual.

Como otimizar os custos de transação na empresa?

Como visto, a economia de custos de transação demonstra que esses gastos também impactam na lucratividade da empresa e, por isso, não podem deixar de ser considerados.

Para otimizar e reduzir os custos de transação no setor jurídico, é fundamental que a empresa invista em uma boa gestão de contratos. A tecnologia nesse caso pode ser uma grande aliada.

Softwares para gestão de contratos, por exemplo, ajudam a otimizar os processos e a reduzir a utilização de insumos, diminuindo gastos desnecessários.

Além disso, a ferramenta tecnológica traz mais velocidade para os setores da empresa, bem como maior transparência, já que os processos são melhor visualizados por todas as partes envolvidas.

Assim, com uma boa gestão de contratos, é possível diminuir os custos de transação no setor jurídico e, consequentemente, elevar a lucratividade da empresa.

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