Como aplicar o DRP (Disaster Recovery Plan) na prática?

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O Disaster Recovery Plan, ou Plano de Recuperação de Desastres em tradução livre, é um mapa de ação com instruções de como assegurar a manutenção das atividades chaves de uma empresa mesmo nos cenários mais desastrosos. A definição de desastre no mundo dos negócios é bastante ampla, mas podemos dizer que o termo é relativo a qualquer evento que causa uma “parada forçada” do fluxo de trabalho de uma organização.

Eles podem ser motivados pelas mais diferentes causas, desde o mal funcionamento de algum componente do hardware até catástrofes naturais como enchentes. As consequências podem ser desde a interrupção das atividades por algumas horas até danos tão grandes que inviabilizam a continuidade dos negócios permanentemente.

Até a gigante Samsung já sofreu graves consequências por conta de um incêndio em seus servidores. Ter um plano de ação para esses momentos é fundamental para evitar o pior e não se deixar cair no desespero. Assim, produzimos esse conteúdo para que você saiba como aplicar um DRP na prática.

Como um Disaster Recovery Plan funciona?

O processo de preparação de um plano de recuperação de desastres começa pela identificação da causa do problema. Depois, é preciso analisar todas as consequências e priorizar a solução delas de acordo com a gravidade e com o nível de impacto nas atividades chaves da organização.

Os Disaster Recovery Plans não são como receitas prontas, como dito anteriormente, já que os desastres podem ter as mais variadas causas e consequências. Diferentes situações exigem diferentes soluções e formas de atuação. O plano de recuperação de desastres deve ser feito de acordo com as necessidades e particularidades de cada empresa.

O que deve estar contido em um DRP?

As tarefas a serem executadas devem ficar em ordem de prioridade da atividade mais importante de ser restabelecida até aquelas que não afetam diretamente o core business. Entretanto, existem alguns pontos que são importantes em qualquer DRP. Conheça alguns:

Comitê de Recuperação de Desastres

O Disaster Recovey Plan deverá ser executado por um grupo de colaboradores selecionados previamente. O ideal é que os escolhidos possuam diferentes expertises tanto dentro da área de TI quanto em outros setores da empresa. Fornecedores externos também devem ser incluídos caso haja necessidade, assim como representantes de todas as partes envolvidas diretamente nas consequências do desastre.

Além da execução e do follow-up do DRP, também cabe ao comitê realizar a documentação do aprendizado obtido para garantir que o planejamento funcione ainda melhor se precisar ser acionado em outra ocasião.

Inventário de hardware e software

Um bom Disaster Recovery Paln deve incluir um inventário completo de hardwares e softwares utilizados em ordem de prioridade. Os contatos do suporte técnico de todos eles devem estar reunidos e arquivados em um local de fácil acesso offline para que possam ser solicitados em caso de urgência.

Plano de comunicação estruturado

“Talvez, um dos componentes mais negligenciados de um plano de recuperação de desastres é ter um bom plano de comunicação”, afirma Mike Genardi, arquiteto de soluções da Computer Design & Integration. “No caso de um desastre, como você vai se comunicar com seus funcionários? Sua equipe sabe como acionar os sistemas necessários para não interromper o fluxo de trabalho durante uma situação desastrosa?”

Nem sempre as principais plataformas de comunicação — como telefone e e-mail — vão estar disponíveis durante um desastre, já que podem ser afetadas durante esse contratempo. Assim, é preciso estabelecer um plano de comunicação desde o início para deixar todos a par da situação durante todo o processo.

A comunicação é fundamental em qualquer situação de emergência. É essencial ter sempre disponível métodos eficazes e confiáveis de entrar em contato com a equipe, fornecedores e clientes em tempo hábil. Além da notificação inicial do desastre para deixar todos de sobreaviso, é necessário manter o time coeso e alinhado em relação aos fatos e à busca por soluções. A última coisa com a qual você vai querer lidar durante a execução de um DRP é com uma equipe assustada, desmotivada e confusa.

Tenha também disponível em local de fácil acesso todos os contatos dos fornecedores centralizados. Desde as prestadoras de serviços terceirizadas até o suporte técnico dos softwares que mais impactam a rotina da empresa, o contato de todo mundo que pode auxiliar na resolução de uma crise precisa estar acessível.

Todas as partes envolvidas precisam estar conscientes das tarefas mútuas para que o processo de DRP funcione o mais eficientemente possível.

Distribuição de tarefas pré-definida

Todos os planos de recuperação de desastres devem listar quem são os responsáveis por executar cada um dos passos do planejamento durante uma crise. Papéis claramente definidos dão uma compreensão universal de quais tarefas precisam ser completadas e por quem, evitando assim que a equipe fique “batendo cabeça”.

É possível usar a nuvem como parte do seu Disaster Recovery Plan?

Muitas empresas usam cloud computing como um dos recursos para o DRP e, para algumas, o armazenamento em nuvem se tornou o próprio plano de recuperação de desastres já que fornece um novo nível de continuidade das atividades.

Segundo Amy Galanti, diretora de operações da Broadband Capital Management de Nova York, a nuvem deixa os dados e aplicativos mais seguros, por isso, a recuperação deles em si não se torna mais o problema central em um Disaster Recovery Plan, mas sim em como a equipe terá acesso a esses dados.

“Precisamos saber qual é o plano para chegar aos nossos serviços críticos. Onde nossos serviços críticos de negócios estão sendo executados se tornou menos importante em um plano de recuperação de desastres, porque sabemos que os dados e aplicações estão seguros”, afirma ela.

Ter um bom plano sempre é importante, principalmente quando estamos falando de desastres. Afinal, eles não têm hora marcada para acontecer e podem causar paradas forçadas das maneiras mais inesperadas, mesmo que façamos todas as manutenções preventivas possíveis.

Estar precavido é fundamental. Por isso, não deixe de ter planejado todos os passos que precisam ser executados para que as atividades primordiais da empresa possam se restabelecer o mais rápido possível.

Você tem alguma sugestão de como colocar o Disaster Recovery Plan na prática? Ficou com alguma dúvida? Conta pra gente nos comentários.

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