7 erros que você precisa evitar na sua gestão de banco de dados

A gestão eficiente de um ambiente de TI é mesmo uma tarefa desafiadora, haja vista a complexidade de ativos a serem controlados, recursos a serem administrados, além da diversidade de ambientes, linguagens de programação, administração de banco de dados e soluções de conectividade.

O gestor de TI está sempre preocupado em ter um ambiente onde ele possa conseguir o máximo de controle ou previsibilidade, seja de incidentes, problemas ou mesmo mudanças decorrentes da substituição de ativos, ou atualização de algum software, desde o sistema operacional de algum servidor até as versões de programas atualizados pelo fornecedor de softwares utilizados na empresa.

Um dos mais importantes ambientes a ser administrado e, muitas vezes, negligenciado diz respeito à administração dos bancos de dados em uso. Os SGDBs, ou Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados, são uma realidade na grande totalidade de ambientes de TI, em pequenas, médias ou grandes empresas.

Ter uma solução de Service Desk que possa gerenciar com efetividade o ambiente de TI, incluindo os bancos de dados, antecipando problemas e incidentes é o objetivo de todo gestor de TI, que terá, assim, mais tempo para se dedicar às melhorias a serem implementadas, bem como estar alinhado ao negócio da empresa e ser um parceiro atuante nos projetos da alta gestão.

Bancos de dados mal projetados podem ser responsáveis por problemas de indisponibilidade de serviços, baixa performance e, em casos mais extremos, perda de informação — o que é algo catastrófico em termos de negócio e, eventualmente, na continuidade dele, visto que empresas já fecharam suas portas ao perder toda a sua história financeira, contábil e carteira de clientes, por causa da perda de seus dados.

Por isso, listamos a seguir, os principais erros que devemos evitar na gestão de um banco de dados:

1. Não ter uma política de backup

Essa é, de início, a maior preocupação que devemos ter: uma política de backup de nosso banco de dados, definida e registrada, tratando de rotinas de backup, mídias de armazenamento, política de retenção e técnicas de restauração dos dados.

Muitos modelos de negócios podem permitir a indisponibilidade de seus sistemas por minutos ou horas, com pouca perda financeira, mas perder totalmente os dados é algo inadmissível, principalmente quando o valor do negócio atualmente está na informação.

A política de retenção dirá por quanto tempo os dados devem ser guardados e isso vai depender do tipo de negócio e do que for acertado entre a administração e a TI.

2. Disponibilizar produtos não licenciados

O uso de software não licenciado pode ser um grande problema quando se trata de ter ou não o suporte do fornecedor para resolver bugs do sistema, ou aplicação de correções, conhecidas geralmente como patches.

Algumas versões de produtos comerciais possuem opções gratuitas, mas com limitação de recursos, como número de processadores usados, quantidade de memória ou tamanho máximo que o banco de dados pode ter.

Na hora de definir a solução de banco de dados, é imprescindível ter em mente a possibilidade de precisar contactar o fabricante para solucionar eventuais defeitos do software.

3. Realizar um dimensionamento mal estimado

Um sistema de banco de dados requer a atuação de um especialista para dimensionar os recursos a serem utilizados, bem como o tunning — refinamento do banco de dados. Instalações padrão não vão funcionar em ambiente real na grande maioria dos casos.

Configurações de quantidade de memória a ser utilizada pelo banco de dados, quantidade de processadores, tamanho em disco, quantidade de sessões que podem ser abertas, refinamento do sistema operacional do servidor que hospeda o SGDB são itens que precisam ser analisados e bem dimensionados.

Omitindo-se essa parte, corre-se o risco de ter um sistema que fica indisponível toda hora, enquanto a equipe de TI tenta de todas as formas encontrar a causa das constantes quedas.

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4. Manter versões desatualizadas

Geralmente, o fornecedor de um SGDB permite que a versão básica seja instalada para testes. Dependendo da solução, é preciso aplicar os patches de correção, que resolvem problemas que vão desde incompatibilidade com alguns recursos do sistema operacional, até correções na linguagem do próprio banco de dados.

Esses patches, via de regra, resolvem problemas de instabilidade ou comportamento anormal da aplicação. No entanto, em muitos casos, sistemas são executados em cima da versão pura sem correções, o que representa riscos de quedas e erros de sistema.

5. Não monitorar o ambiente

Um sistema de bancos de dados tende a crescer ao longo do tempo. Evidentemente, ele armazena informações ao longo do tempo. Isso exige uma política de armazenamento e, consequentemente, um sistema de monitoramento que vai averiguar o crescimento da base de dados.

Além disso, consumo de CPU, memória, tempo de resposta ás consultas e outras métricas devem ser monitoradas, para garantir que o servidor está funcionando em plena capacidade.

6. Não investir em segurança

Um servidor de bancos de dados, como já percebemos, é um ativo bastante sensível e estratégico. Daí, entendemos que o acesso a ele deve ser feito somente por pessoas com as devidas credenciais, como administrador do banco de dados, administrador de sistemas, e outros que serão definidos pela política de segurança da empresa.

O uso de senhas seguras e não conhecidas é um requisito de segurança básico para evitar que alguém tenha a ideia de reiniciar o servidor no meio do dia. O acesso aos dados, por sua vez, é definido pelas regras de negócio por meio dos aplicativos que utilizam a base de dados.

Nesse ponto, a segurança é implementada pelas regras da empresa, que também deve ter uma política de auditoria de ações feitas, com registros de logins, IP da estação, data da alteração e registro dos dados alterados.

7. Permitir a falta de redundância

Podemos ter backup, políticas de segurança e muitas ações preventivas. No entanto, se nosso banco de dados for do tipo standalone — única instância —, estamos sujeitos a ter indisponibilidade toda vez que houver algum problema ou mesmo for preciso reiniciar o serviço por causa de aplicação de patches, atualizações ou reboot programado.

Um ambiente conhecido como cluster, com, pelo menos, dois nós, garante a disponibilidade do sistema. Quando um dos servidores fica offline, o outro assume e responde às requisições.

Enfim, ter um sistema de banco de dados monitorado nos garantirá um ambiente estável, robusto e com um mínimo de incidentes de indisponibilidade. Se você gostou do artigo, deixe seu comentário.

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